sexta-feira, 18 de Julho de 2008
Último Post
Quando comecei o blog não imaginei que este me fosse acompanhar por toda a minha aventura em Moçambique. Felizmente fiquei aqui com um registo para recordar os momentos. Obviamente é só um auxiliar de memória, uma vez que muito mais fica por contar.
Apesar de a ideia do blog ter sido essencialmente escrever para mim próprio, foi muito bom poder partilhar as minhas aventuras, sentimentos e por vezes algumas palermices com todos os que as quiseram ler.
Agradeço os comentários que fizeram e que ainda vão fazer.
Não podia deixar de fechar o blog que foi também um meio de estar mais perto e de imortalizar algumas peripécias inacreditáveis.
FIM
Despedida
A minha despedida de Moçambique entre o dia 23 e 24 de Maio foi alegremente triste. Ficou a certeza de que a minha passagem por Moçambique foi uma experiência intensa e muito boa que recordarei com gosto. A certeza que fiquei com amigos para sempre e que são para mim muito especiais.
A despedida consistiu de um jantar organizado à última da hora e à pressa (como seria de esperar, tendo em conta quem eram os organizadores) que só foi possível devido à minha querida Marta e à sua capacidade de conseguir que as coisas resultem por mais improvável que isso pareça. A comida foi caril ou qualquer coisa do género, mas eu não a provei, uma vez que estava ocupado com as minhas emoções.
O convívio (não foi propriamente um jantar, por via da falta de meios) foi bonito com a tristeza alegre que falei. Faltaram algumas pessoas que muito me agradaria que lá estivessem (mas nem sempre se pode ter o que se quer...) e continuou no sitio onde tinha de continuar: no Gil Vicente. Que saudades do Gil...
No dia da partida o pequeno almoço serviu para me despedir de mais três boas amigas, que muito significaram e que tornaram a minha experiência muito melhor. Depois um almoço com colegas da EFACEC. A tarde foi passada com a mesma pessoa que a maior parte da noite anterior: a Filipa. Tanto carinho que tenho por ela e que bom foi tê-la conhecido.
Depois veio o aeroporto. Senti bastante a falta de uma pessoa na minha despedida e no aeroporto senti ainda mais. Ele que por brincadeira era o meu pai em Moçambique (alguém pensou até que era o meu avô) mas que foi mais como um irmão mais velho. Nunca pensei que pudesse ter como um dos meus melhores amigos alguém com idade para ser meu pai, mas depois conheci o Tavares. De resto estava lá quem devia estar. Abraços emocionados de despedida. À adorável Marta. Ao Manel, esse grande amigo, que é uma das melhores pessoas que conheço apesar de o tentar disfarçar. A uma outra pessoa muito especial e que muito me ajudou que começou por ser o Engenheiro Conceição e acabou como o companheiro João. Já no avião recebi uma mensagem que muito me fez feliz e que ainda guardo no meu telefone. A minha despedida foi partilhada com a do Pico. Uma feliz coincidência poder partilhar a despedida com outra pessoa tão especial como ele, o que tornou tudo ainda mais intenso. O abraço a este bom amigo foi já em Portugal, mas nem por isso menos sentido!
Assim foi a minha alegremente triste despedida. Estou feliz pois tudo foi como devia ter sido.
PS: Além de triste, como diz o sábio, acho que as despedidas devem ser lamechas, daí este post...
quinta-feira, 8 de Maio de 2008
O regresso
Estive 1 mês e três semanas em Angola e foi uma experiência bem diferente de todas as que já tinha tido.
Não vou dizer mal de Angola!
Não vou dizer que Luanda é suja, esburacada, cheia de trânsito, com polícias que são ladrões, que os preços de tudo menos da gasolina são ridículos, que a maior parte das pessoas são muito agressivas (apesar de ter conhecido muita gente muito simpática), que existe um clima tenso, que os seviços são péssimos, que falha a luz e a àgua quase sempre, que achei que fiquei lá tempo demais.... Não vou dizer nada disso. Vou dizer que gostei das praias e da barragem onde fui e de comer lagosta com a frequência que costumo comer frango, em Portugal. E mais nada! Não digo mais nada!
Deixo fotos (copyright: Paulo Botelho):
quinta-feira, 13 de Março de 2008
Trânsito
E ainda não vi tudo. Uma vez o motorista da efacec perguntou-me "ainda não apanhaste nenhum engarrafamento, pois não?" tinhamos acabado de demorar 10 minutos uma rua que a pé faria em 5...
sábado, 8 de Março de 2008
segunda-feira, 3 de Março de 2008
Atribulações
Como previsto a fila para mostrar o passaporte era grande e demorei à volta de meia hora para pedir o visto.
As malas chegaram rapidamente e nada parecia poder correr mal. Só tinha de esperar que me entregassem o passaporte com o respectivo visto.
Quando ao fim de meia hora ainda nenhum passaporte tinha sido entregue (exceptuando o de alguns VIPs que, provavelmente ofereceram um refresco à pessoa certa) comecei a estranhar.
Quando ao fim de uma hora de espera ainda não tinha sido entregue nenhum passaporte tive a certeza que alguma coisa estava a correr mal.
Finalmente, depois de uma hora e meia veio alguém para nos informar sobre o que estava a acontecer: tinham acabado os vistos!! (como é que é possível deixarem acabar os vistos e porque é que demoraram uma hora e meia a perceber isso são questões ficam no ar)
Havia então duas hipóteses: esperar mais duas a três horas ou levar um "papelinho" (nome técnico do recibo que nos passaram para levantar o passaporte segundo a senhora agente que nos explicou o que tinha acontecido) e voltar ao aeroporto para ir buscar o passaporte com o respectivo visto. Apesar de ser bastante apelativa a opção de ficar no aeroporto mais umas horitas com a agradável temperatura que se fazia sentir (à volta de 40 graus) sem comida e depois de uma viagem de mais de doze horas, tive de optar pela solução papelinho, uma vez que já tinha almoço combinado...
Quando voltei para ir buscar o passaporte tudo correu bem, excepto o facto de o troco do meu visto ter sido extraviado...
sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008
Mais um aniverário
Essa equipa formada pelos melhores analistas a trabalhar no google começou o seu estudo exactamente há um ano.
Aqui ficam alguns resultados que:
Visitas: 6785
Páginas visitadas: 15273
Tempo médio por visita: 3'43''
Top 10 dos países mais visitantes:
Portugal: 3915
Moçambique: 1766
França: 164
Túnisia: 148
Holanda: 115
Espanha: 95
Brasil: 90
Estado Unidos: 82
Dinamarca: 78
Alemanha: 56
Origem das vistas:
Links de outros sites- 44,61%
Acesso directo- 39,01%
Motores de pesquisa- 16,37%
Top 5 de links:
http://blogger.com/ 769
http://jguerreiro-mz.blogs.sapo.pt/ 448
http://kaputodeblog.blogspot.com/ 268
http://leo-nomundo.blogspot.com/ 213
http://damadooriente.blogspot.com/ 127
Top 5 de palavras chave mais pesquisadas:
hei-de ir a maputo: 239
jguerreiro-mz: 81
he-man dúzia cliché: 30
jguerreiro.blogspot.mz: 29
maputo: 18
Máximo número de visitantes num dia: 31 (26/03/2007)
Índice de desenvolvimento blogosférico
domingo, 27 de Janeiro de 2008
Um ano depois
Não sabia (nem me atrevia a pensar) que ia gostar tanto de lá estar...
Lembro-me de nos primeiros dias achar que ia ser difícil aguentar 9 meses. Depois comecei a achar que os conseguia aguentar, desde que conseguisse abstrair-me das coisas más. Mais tarde comecei a achar que até poderia gostar e passar uma boa temporada, por fim deixei de pensar e apenas desfrutei.
A pergunta impõe-se: o que é que mudou neste ano? A resposta é fácil: tudo!!!
quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008
Ano Novo
Bom ano!
quarta-feira, 26 de Dezembro de 2007
Natal em Moçambique
Tudo começou na sexta feira dia 22, com o almoço de Natal da EFACEC. O prato esclhido foi frango acompanhado com salada, feijoada e arroz. Depois do habitual discurso do sindicato e da leitura de uma mensagem deixada pela direcção foi tempo de comer e festejar com muita animação.
deitava fumo mesmo com uma temperatura ambiente de 35º
No dia 25 o almoço de Natal foi de novo na casa da Filipa. O prato escolhido foi..... roupa velha, claro.
Escusado será dizer que nos entretantos destes momentos natalícios estive na piscina...
sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
terça-feira, 27 de Novembro de 2007
Aquecimento global
E voltou em força!
domingo, 28 de Outubro de 2007
sexta-feira, 26 de Outubro de 2007
quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
50º post
Assim ao estilo das aulas nº 100 que alguns simpáticos professores nos deixavam comemorar nos tempos do ciclo e que eram tudo menos aulas.
Este post também é tudo menos um post. O próximo já será normal, ou pelo menos terá mais conteúdo.
sexta-feira, 19 de Outubro de 2007
Último fim de semana de estágio
E que bom que vai ser... O tempo não está fantástico, mas vai dar para fazer um mergulhinho e uma praiazinha, e beber uma cervejinha fresquinha pela noitinha...
Vão faltar o Pico, a Marta e o Manel, companheiros de Ponta... Não se pode ter tudo.
segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
Votação
Agora tudo depende dos blogonautas.
Espero que todos votem em consciência, ou no meu se a consciência disser para votar noutro.
O objectivo passa por fazer tão boa figura como a selecção nacional de râguebi no mundial.
As votações ainda não começaram.
Núcleo das Artes
Ao domingo no Núcleo há sempre música ao vivo e é quase sempre muito boa música. Ouve-se Reggae, Jazz, Hip-Hop ou uma mistura de tudo isso e mais alguma coisa. O ambiente é muito rastafari, sendo que toda a gente é divertida e simpática. Estão-se sempre a conhecer pessoas novas, estrangeiras e moçambicanas, quase sempre muito interessantes e com vontade de conversar.
Existe ainda um espaço que serve de oficina para os que lá trabalham durante o dia. Aí encontram-se espectaculares esculturas feitas dos mais variados materiais (para mim as melhores são as feitas de peças de armas...) e pinturas não menos boas. Muitos dos artistas estão lá para mostrar as suas obras e falar um pouco do seu trabalho.
É um excelente sítio para acabar o fim de semana.
sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Corrente
Movido pelo medo de quebrar a corrente e pelo entusiasmo do que me possa acontecer, apressei-me a escrever este post.
Junta-se o útil ao agradável e aproveito para contar 7 factos da minha vida em Moçambique.
1- Desde que estou em Moçambique formatei mais computadores do que cozinhei.
2- Já não sei o que é ter dificuldades em entrar no mar por causa da temperatura da água.
3- Tenho um dealer de DVD's piratas.
4- Estou moreno há 8 meses.
5- Tenho uma osga de estimação.
6- Não vejo televisão.
7- Tenho um blog que ontem foi acedido por 8 vezes através do google utilizando as palavras chave "he-man dúzia cliché".
quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Faltam 18 dias
Sempre que ouço a palavra dúzia penso em ovos.
Existe uma lei não escrita que diz que os ovos se compram aos múltiplos de seis (a não ser que se compre menos que a barreira psicológica da meia dúzia).
Deixando as divagações... Tenho a certeza que Portugal vai estar muito diferente quando lá chegar. Com isto não quero dizer que acho que Portugal tenha mudado. É tudo uma questão de referencial. Se considerarmos a origem do referencial em Portugal eu mudei, se (como será mais lógico) eu for a origem do referencial o que mudou foi Portugal.
A minha forma de encarar a vida mudou bastante com a minha vinda para Moçambique. Estou certo que mudaria fosse onde fosse, mas estou bem contente por ter sido aqui.
Aqui encontrei gente de todos os feitios (e cores...), fiz algumas belas amizades e conheci muita gente interessante. Se eu tivesse o poder (tipo he-man) todas as gentes teriam a amabilidade das gentes de Moçambique. Mesmo os turistas que conheci eram, em geral, turistas diferentes. Quase sempre com grandes histórias. Histórias para contar a algumas pessoas, pois há histórias que só quem passou por algo semelhante é que as vai perceber e sentir. E há histórias que só interessam contar a quem as pode sentir. Algumas só podem mesmo ser partilhadas com quem viveu o momento. São essas as melhores. Aquelas que se contam aos outros para se reviver o momento e não para que os outros saibam o que se passou (até porque normalmente já não é a primeira vez que ouvem).
Uma característica destes 8 meses e meio é que houve sempre gente a chegar e a partir. A chegada é fácil. A partida é menos. Na partida há sempre uma pequena tristeza, mas também uma grande alegria. Há sempre um pedaço de nós que parte, mas é (largamente) compensado com o pedaço de quem parte que fica connosco (que grande cliché, sim senhor. Mais cliché é díficil, só mesmo as fotos de Vilanculos).
Espero que os próximos 18 dias sejam como a maior parte dos outros, em grande!
PS: Espero que este post tenha mudado a tua vida, ou a minha, se o referencial fores tu...
segunda-feira, 1 de Outubro de 2007
Estou bem
sexta-feira, 7 de Setembro de 2007
Casamento
O casamento terá lugar daqui a uma hora no Palácio dos casamentos e continuará com o copo de água no Salão de Festas da Fábrica de Refeições.
Estou muito contente por poder participar num casamento moçambicano, ainda mais sendo de uma pessoa (a mãezinha da EFACEC Moçambique) por quem tenho tanto carinho.
Acordos de Lusaka
Foi muito bem pensado terem sido assinados neste dia, pois assim, passados 33 anos eu tenho direito a um fim de semana prolongado. Quero, por isso, deixar aqui uma palavra de agradecimento à FRELIMO e ao estado português.
Curiosidade: Estes acordos foram assinados em Lusaka. Coincidências...
quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Kruger/Chidenguele/Inhambane/Vilanculos

Impalas, impalas e mais impalas... chiça!! São piores que as formigas quando se deixa cair açucar na cozinha...
-Olha, cavalos brancos com riscas pretas!!!-Nada disso, oh estúpido! São cavalos pretos com riscas brancas!
Que fofinho...
MastronçoZávora
Inhambane
Vilanculos
segunda-feira, 23 de Julho de 2007
Cães danados
O pagamento correu bem sendo necessário pouco mais de 15 minutos para que tudo estivesse resolvido. Quando os nossos 4 heróis se preparavam para partir, já com alguma saudade do seu refúgio de fim de semana, eis que reparam numa senhora americana horrorizada e a chorar compulsivamente. Pico, com a maturidade que os seus 25 anos lhe dão, dirige-se a um dos seguranças e questiona-o sobre a situação. Ninguém parece saber o que se passa, por isso Pico interpela a senhora americana que lhe explica o que se passou. É nesta altura que os 4 amigos reparam num jovem de ar taciturno e olhar ameaçador que os observa. É este o fuzileiro que a senhora americana teme.
Minutos antes, enquanto Marta lia uma revista e os seus três amigos tratavam das contas do motel, estava Trina (a senhora americana) sentada perto do mar quando dois cães vadios decidem juntar-se a ela. Trina, devido a todas as histórias de cães psicopatas que tinha ouvido durante a última semana, tentou afugentá-los, mas sem sucesso. Por ver que não valia a pena mandá-los embora, deixou-os estar por perto, fazendo com que qualquer pessoa que visse tal cenário pensasse que ela era a dona dos cães. Perto dali vagueava um jovem fuzileiro (Osvaldo Anjos de seu nome) que estava a gozar os seus 30 minutos livres com um passeio à beira mar. Sem razão aparente quando passa perto do cães, estes lançam-se contra ele. O maior, um rafeiro castanho, consegue mordê-lo, mas o fuzileiro com o sangue frio tão natural dos militares começa a atirar areia e os cães fogem. Na percepção do jovem Fuzileiro os cães afastaram-se não por causa da areia, mas sim por causa das súplicas de Trina para que parassem.
O fuzileiro ficou transtornado pelo acontecido, e pensando que os cães pertenciam a Trina, dirigiu-se a ela para que fosse com ele à polícia para ser responsabilizada pelos actos dos ferozes animais. Chegado ao pé dela o fuzileiro deu o que lhe pareceu ser um pequeno toque no braço, mas que a Trina pareceu um forte abanão que a assustou como nunca. Com medo, a frágil americana começou a dirigir-se para o seu abrigo, enquanto dizia que os cães não eram seus. Por seu turno, o jovem fuzileiro continuava a segui-la e a dizer-lhe que tinha de ir à polícia.
Quando Trina viu o restaurante do motel do mar não hesitou em entrar e pedir ajuda. Quem lá estava dentro indicou a recepção como o local para onde se deviam dirigir, e assim foi como se cruzaram com os nosso 4 amiguinhos.
Depois de cada um contar a sua visão da história, o recepcionista resolveu telefonar à polícia. O fuzileiro foi encaminhado para a clínica para receber tratamento, enquanto que Trina seguiu para a esquadra na companhia dos quatro. Entretanto foram chegando alguns fuzileiros e amigas de golfinhos (profissão das amigas de Trina). Os quatro amigos iam explicando a Trina e às amigas o que se estava a passar, e conversando com o superior do fuzileiro ferido que lhe explicava como se devia matar um cão com dois tiros. Nesta altura Pico sentiu-se nostalgico, uma vez que durante a tarde esteve a brincar com um dos cães sem saber que tinha menos de 24 horas de vida...
Quando chegou o fuzileiro do hospital iniciou-se um pequeno julgamento. A presidir estava o chefe Jaime. Para facilitar as coisas foi pedido a Jorge que traduzisse de português para inglês ou de inglês para português, conforme a situação. Como é seu costume, Jorge desempenhou esta tarefa na perfeição e até com um certo brilhantismo.
O pequeno julgamento começou com a versão dos factos do fuzileiro Anjos, seguido do relato por parte de Trina. Depois disto o chefe Jaime começou a balbuciar e o Comandante da polícia, experiente e sábio veio em seu auxilio. O seu discurso foi um discurso ponderado, com todas as palavras no sítio certo, fazendo excelentes analogias para que todos entendessem aquilo que ele queria a dizer. Neste discurso fez ver os presentes que os cães são racistas daí se terem sentado mansamente ao lado da senhora branca e atacado ferozmente o pobre fuzileiro negro, que não se pode responsabilizar alguém por actos de cães vadios, que um furo no estômago provocado por uma chave de parafusos é mais grave do que um inchaço na cara provocado por uma estalada e que os cães vadios da ponta do ouro não podiam se mortos pois os tiros assustavam os turistas. Conclui-se por fim que a ferida poderia ser tratada na clínica da Ponta do Ouro e que Trina não poderia ser responsabilisada.
Os quatro amigos seguiram para Maputo com a sensação de dever cumprido e bastante felizes e contentes sem fazer ideia do que lhes iria acontecer... Estavam eles a discutir se um cão pode ser racista e se uma fotocópia do passaporte autenticada é um documento de identificação válido para andar na rua, quando um poste de electricidade caiu em cima do seu carro e lhes ceifou a vida. Quanto a Trina Rasmunssen e a Osvaldo Anjos acabaram por se apaixonar e casar, sendo que Trina adoptou o nome do marido, chamando-se agora Trina R. Anjos.
NOTA: Os primeiros 7 parágrafos desta história são baseados em factos reais. O último parágrafo é baseado em factos imaginados.
sexta-feira, 13 de Julho de 2007
quarta-feira, 11 de Julho de 2007
Viagem atribulada
Resolvemos desmontar o tubo e tentar remendá-lo, mas isso não resultou. Depois de três tentativas sem sucesso e quando já tinhamos pedido ao Ferraz que nos trouxesse um tubo aparece um senhor de carro que nos indica um serralheiro a 300 metros de onde estávamos. Avançamos até lá e, afinal, o serralheiro é um mecânico e arranja-nos o tubo. Pagamos 300 meticais (+/- 9€) e uma cerveja a cada um dos mecânicos. E seguimos todos contentes até à Ponta.
terça-feira, 10 de Julho de 2007
segunda-feira, 2 de Julho de 2007
DP-Arquitectura do Maputo
Mas existe ainda outro Maputo. Aquele onde eu não costumo ir. Em que as estradas são de terra, as casas de madeira ou de tijolo e cimento e têm o tamanho do meu quarto. Aqui as ruas são tortas e estreitas, as casas são feitas como é possível, sem grandes preocupações estéticas. Se o muro da casa for visível de alguma estrada mais movimentada então aparecerá um patrocinador (uma grande empresa) para pintar o muro das suas cores.
Os ex-libris arquitectónicos da cidade são a Catedral e o edíficio da estação de caminhos de ferro (este último desenhado por Eiffel).
Fim de semana descansado
PS: Comprei um relógio que diz as horas. Maria Dolores de seu nome.
sexta-feira, 29 de Junho de 2007
DP - obrigatoriedade de usar meia branca
Discos Pedidos- Música Moçambicana
NOTA: Apesar do nome poder induzir em erro, esta secção não é para pedir música.
Discos pedidos
Desde essa altura que quero ter um programa de discos pedidos. Então surgiu a ideia: "Já que há tantas pessoas (2) a dizer que escrevo pouco no blog e que gostavam de saber mais coisas sobre Moçambique, porque não criar um espaço onde os leitores possam sugerir temas e dedicar posts à sua cara metade ou à sua filhota que faz anos?".
Essa ideia passou a plano e agora chegou o momento de o executar.
Regras:
1-Todos os pedidos devem ser feitos na caixa de comentários deste post;
2-Todos eles devem ter uma dedicatória, a menos que o pedinte não tenha namorada, familia, amigos, colegas de trabalho nem animais de estimação;
3-Todos devem ser assinados pelo pedinte, com a sua alcunha ou nome (verdadeiro ou falso);
4-Os temas não devem ser ofensivos (para comigo), conter palavrões, nem ter conotação sexual;
5-Não podem ser muito gerais (ex: Moçambique);
6-Todos os pedidos que não obedeçam às regras acima não serão considerados, excepto se eu quiser mesmo falar sobre esse tema.
terça-feira, 26 de Junho de 2007
Balanço
O balanço é extremamente positivo.
A experiência inicial de chegar a um pais novo, que ainda por cima é daqueles que mete medo (por falta de conhecimento e informação...) foi algo de enriquecedor. Os primeiros dias não foram fáceis, com história mirabolantes e um calor impossível que não me deixava dormir. O medo da malária, de andar na rua sozinho, o facto de estar numa casa com muito poucas condições (pelo menos no verão)...
Aos poucos tudo isso foi passando. Mudei de casa, comecei a conhecer mais pessoas, percebi que a malária nao é tão preocupante como eu a pintava, o calor abrandou, comecei a perceber todas as potencialidades que o país tem. Compreendi que as pessoas, na sua maioria, não são como me falavam, pelo contrário! São boas, gostam de conversar, sao muito carinhosas, ficam felizes com muito pouco e fazem-me feliz por isso...
Comecei também a viajar e a conhecer locais fabulosos. Os fins de semana de sonho, comecei a conhecer mais e mais pessoas, a criar laços. Há medida que chegava gente aqui, com as mesmas preocupações que eu tinha, comecei a sentir-me veterano nisto, apesar de ter apenas meia dúzia de semanas.
Depois de pessoas a chegarem há também pessoas que partem. Quando estamos longe de casa e dos amigos tudo é vivido muito mais intensamente, por isso quando alguém parte fica sempre uma sensação de vazio. Mas a verdade é que é só a sensação. Ganhamos sempre em conhecer pessoas e ter este tipo de amizades, curtas, intensas. O facto de ser dificil de se separar de alguém que se conhece há escassos meses só pode ser bom sinal. Esses meses têm de ter tido alguma coisa de especial.
Outra sensação que é estranha mas muito boa, é sentir Maputo como a minha casa. Ainda ontem quando cheguei ao Maputo senti-me a chegar a casa.
Tenho muita sorte em estar aqui, porque isto é lindo, porque estou inserido numa realidade completamente diferente da que conhecia, porque posso aqui posso fazer a diferença, porque a experiência profissional tem sido boa, por todas as pessoas que tenho conhecido e, principalmente pela Ponta do Ouro.
quinta-feira, 7 de Junho de 2007
Título do blog
Ora isto, naturalmente, revolta-me. Afinal fui eu que escolhi o título para o blog! E agora vêm para aí uns inergumenos dizer que não tem lógica? É óbvio que tem lógica! se não percebem perguntem! não comecem logo a insultar.
Eu sou de Viana, quem não conhece Viana (e, consequentemente, Portugal) fica a saber que existe um poema de Pedro Homem de Mello que serviu de letra para uma música da Amália chamada Havemos de ir a Viana onde se repete "hei-de ir a Viana".
Isto é suficiente para achar que o título tem lógica e envergonhar todos aqueles que disseram o contrário? É! mas há mais!!!
Quem não conhece Moçambique fica a saber que, em geral, os moçambicanos utilizam de forma sistemática o verbo haver. Para eles é quase como um verbo auxiliar de qualquer outro que indique uma acção. Alguns exemplos:
Hei-de imprimir isto e hei-de entregar-lhe.
Já fizeste? Ainda... mas hei-de fazer.
Vais a Maputo? Hei-de ir!
Agora que isto está esclarecido quero anunciar que hei-de mudar o título no dia 23 do corrente dia em que estarei exactamente a meio do estágio.
quarta-feira, 6 de Junho de 2007
Agora também em inglês
Ainda é preciso melhorar a tradução (ex. ainda não perceberam que os nomes não se traduzem reparem no meu no fim de cada post) mas vale a intenção...
Para ver o blog em inglês clique aqui.
quarta-feira, 30 de Maio de 2007
De Xipamanine a Matchedje
No Sábado de manhazinha depois de um pequeno almoço no Nautilus segui de chapa com a Leonor para o mercado de Xipamanine. Depois de uma bela viagem de chapa chegamos ao mercado. Xipamanine é surreal, uma feira onde se vende de tudo: artigos mercearia, de bruxaria, perucas de cabelo verdadeiro ou não... O que mais se vende é roupa. Chamam-lhe roupa da calamidade. É roupa em segunda mão doada por países mais ricos que depois é vendida ao preço da chuva. O mercado é um amontoado de tendas com chão em terra, corredores onde mal cabe uma pessoa, muita gente, barulho e muito, muito lixo. A Leonor comprou várias coisas, eu só comprei uma T-shirt. Deu também para a Leonor arranhar uma guitarra de um vendedor. Depois de estarmos fartos voltamos de novo de chapa para o nosso mundinho confortável. Durante a nossa viagem ao outro Maputo a única pessoa branca que vi foi a Leonor...
No domingo à tarde fui com o Antero dar a conhecer Maputo à Daniela (uma paulista que veio cá de visita e ficou hospedada em minha casa). Passámos pela baixa, praça 25 de Junho, antiga fortaleza, Caminhos de Ferro de Moçambique, praça da independência, centro franco-moçambicano, casa de ferro e por fim, jardim dos namorados para comer um gelado.
Depois disto fomos ao teatro. Foi de uma qualidade que me surpreendeu, com temas muito actuais, crítica à sociedade muito boa (apesar de não ter conseguido perceber tudo). Foi uma peça divertida e sarcástica que quase no fim virou drama e teve um momento muito triste e de revolta, tão intenso que me contagiou. Acabou tudo a dançar num final que não consegui perceber... Quem sabe um dia consiga. Em resumo, foi uma excelente peça, com bons actores e que me fez pensar. Pátria desabensonhada era o nome.
Para acabar o fim de semana fui comer meia dose de bife à escorpião que é bem mais do que duas doses em muitos restaurantes...
quarta-feira, 23 de Maio de 2007
segunda-feira, 21 de Maio de 2007
Mergulho
Um nervoso miuidinho ao entrar para o barco foi-se dissipando com a divertida viagem até ao local de mergulho e com o aparecimento de um golfinho.
Quando lá chegámos, vestimos o BCD(colete insuflável onde está presa a botija) barbatanas e máscara... 3, 2, 1, go! Borda fora! Como combinado começo a nadar para a bóia, olho para o lado e reparo que vou ser o primeiro a chegar e por consequência o primeiro a descer... chego a boia tiro o ar do colete, mas não consigo ir para baixo!!! Reparo que ninguém consegue, sossego, penso, olho para o clint (instrutor) ele diz para me manter na vertical e parar quieto. Boa, assim é fácil. Impressão nos ouvidos não é muito grande. Olho para baixo, estou quase na areia! Chego e ajoelho-me na areia a 12 metros de profundidade, que sensação!!! Espetacular.
Depois deste fiz ainda mais três mergulhos (profundidade máxima 17,7 metros) que também correram lindamente.
No terceiro aconteceu algo insólito. Tinhamos de fazer um exercício que consistia em nadar 100 metros até à costa. Fomos devagarinho, mais a deixar-nos levar pela corrente do que a nadar. Quando estávamos já muito perto da areia notamos que toda a gente nos mandava sair rápido da água. Olhámos à volta e eramos os únicos no mar. Soubemos depois, que além de nós estava também um hipopótamo perdido na água.
Fica uma foto do grupo que fez o curso comigo:
quinta-feira, 10 de Maio de 2007
Eu nasci para cantar
Mais uma vez isso ficou provado na noite de terça-feira no Karaoke do Gil-Vicente. Tenho pena de quem não teve oportunidade de assistir ao belo espectaculo em que fui acompanhado por mais algumas vozes (Leonor, Tico, Rafael, Ulla e Mikko) que, apesar de não serem de tão alta qualidade como a minha, também não são nada más...
segunda-feira, 7 de Maio de 2007
É porque não foi bom, o fim de semana na Ponta do Ouro...
Chegámos ao Motel do Mar, onde constatámos que a casinha que nos estava reservada não era nada má. Eu o Pico e o Manel fomos até ao bar do Lodge Kaya Kweru onde bebemos menos uma cerveja do que pretendiamos e depois estivemos a conversar na praia (a 10 metros da nossa casa por dois dias).
No dia seguinte fizemos praia desde manhã até meio da tarde altura em que eu e a Marta descobrimos umas belas pizzas, uma lojinha bem engraçada e, por fim, um excelente cantinho, numa brecha no arvoredo que existe à saída da praia.
O jantar foi no fishmonga e constou de uns excelentes calamares e uns camarões deliciosos. Seguimos (eu, Pico e Manel) para o Café del Mar para ver o Porto seguido do Naval. No fim de noite fomos ver como estavam os festejos de um casamento num lodge perto de nós, mas já estava a dar as últimas.
No domingo estávamos a ter um excelente dia de praia, quando o pico aparece com uma enorme picada de uma garrafa azul. Fomos ter com os salva-vidas que nos mostraram uma planta que é um remédio "original e próprio" para este tipo de acidentes, trata-se de um aloé em forma de batata frita, que se esmaga e se esfrega no sítio ferido. Eventualmente a dor passou e fomos almoçar umas pizzas.
Depois das pizzas: upa upa, para o Maputo. Atolámos duas vezes, mas até correu bem, a viagem. Em Catembe demos o que sobrou das pizzas a uns miúdos a quem ensinámos uns cânticos Portistas. Há mais seis ou sete adeptos portistas em Catembe!
Chegámos a Maputo e, para acabar em beleza, fomos comer um geladinho.
quinta-feira, 3 de Maio de 2007
quarta-feira, 2 de Maio de 2007
1º de Maio
O irónico é que isto é feito em cima de camiões ou carros que vão publicitando a empresa e na rádio diz-se: "Esta empresa está representada por muitos trabalhadores, isso é muito bom sinal!"
A festa de ontem fez-me lembrar algo que se passa no Porto, também no início de Maio...
Milhares de pessoas vestidas com as cores da sua organização, a gritarem e a cantarem em cima de carros também "vestidos" a rigor. Depois de passar pela tribuna vai tudo para a festa onde (quase) toda a gente vai beber uns copos...
segunda-feira, 30 de Abril de 2007
Foto reportagem dos dois últimos fins-de-semana
Chegada à ilha
Pestana Inhaca Lodge
Pronto para o Snorkelling
Que medo... Deixa estar, eu vou a nado...
Brincadeirinha!
A nossa casinha por dois dias
De volta a Maputo
2ºfim de semana- Rio Incomati
Não havia pajeros junior tivemos que nos contentar com uma Ford Ranger
em negociações
Batelão? é mais batelinho...
Casamento na terra do nada...
Vamos embora
Jays Lodge. Pena não haver lugar.
Chapa Marracuene-Macaneta
Marracuene Lodge-poiso de uma noite
De volta a Maputo, almoço à beira praia, comprinhas e... até agosto. sniff, sniff.
segunda-feira, 16 de Abril de 2007
terça-feira, 10 de Abril de 2007
Cerveja
Eis a lista por ordem cronológica: Super Bock, Lech, 2M.
Qual delas a melhor? Impossível saber...
A Super Bock é forte e pesada (não é para meninos, como a sagres...). Deve beber-se bem fresca e é ideal para acompanhar uma francesinha.
A lech é ligeiramente mais leve, deve estar um pouco menos fresca do que a temperatura da rua e deve-se beber ao meio litro de cada vez. Acompanha qualquer coisa (por exemplo a tostowe z serem, kurczakiem i pomidorem (numer Cztery)do Lizard King). Deve beber-se simples, ao contrário da Tyskie que deve ter um pouco de groselha no fundo (a chamada mariconada).
A 2M, ideal para acompanhar marisco, deve beber-se estupidamente gelada e é uma cerveja que escorrega muito bem e tem uma pujança que a Laurentina não tem. Aliás, duma cerveja com esse nome nã se podia esperar muito.
Dilúvio
Conto por tópicos:
-4 carros 16 pessoas. 1ª leva partiu a tarde, eu parti as 19h00;
-Batelão cheio, espera de duas horas. Aproveitamos para jantar pizzas;
-Problema na suspensão de um carro. Vamos a 20 à hora;
-chegada à 1h30;
-Acordar, tomar o pequeno almoço, praia;
-Futebol, água, ir embora a prever chuva;
-Chuva;
-Lanche, comprar cerveja, conversa;
-Chuva;
-Fazer lume com carvão húmido, erva verde e algumas folhas de jornais;
-Chuva;
-Batota: vamos pedir acendalhas ao vizinhos, agora sim temos chama;
-Chuva;
-Jantar;
-Chuva;
-Quinito;
-Chuva;
-Saída para o café del mar (bem melhor que o del rio...);
-Chuva;
-Banho no Índico;
-Chuva;
-Dormir;
-Chuva;
-Acordar;
-Chuva;
-Pequeno almoço;
-Chuva;
-Voltar ao Maputo. 3 carros 16 pessoas (perdemos a chave de um dos carros...);
-Parou a chuva;
-Estrada muito mal. Viagem a 30-40 km/h;
-Chegada ao alcatrão, que estrada fantástica!
-Chegar a casa. Fim da viagem.
segunda-feira, 9 de Abril de 2007
Implosão
Ao contrário do que se poderia prever, o acontecimento deu-se à hora marcada. Com certeza houve muita gente que não assistiu ao espectáculo porque pensou: "Está marcado para as 7h00? Então levanto-me lá para as 7h30 tomo o pequeno almoço e depois vou para a janela."
O prédio de 24 andares era conhecido como 4 estações. Foram usados 200 kg de explosivos (ou será implosivos?) e não houve danos colaterais. Ficam as fotos (tiradas da minha varanda) em jeito de antes, durante e depois.
quinta-feira, 29 de Março de 2007
Chuva
quarta-feira, 28 de Março de 2007
Chidenguele - mais um fim de semana fantástico
Desta vez resolvemos ir para Chongoene, mas estava tudo cheio, por isso fomos um pouco mais para norte, para Chidenguele.
O começo da jornada não foi o melhor. A partida estava marcada para as 19h00 e só saímos mais de 1h30 depois, à saída de Maputo enganámo-nos no caminho, encostámos à berma que pensávamos ser de terra batida. Era areia atolámos. Toca a empurrar o carro de novo para a estrada. A meio da viagem paramos para comer um prego no pão (desta vez conseguimos) e beber uma 2M. Com isto perdemos para aí uma hora, o normal... Valeu pelo Alberto, um moçambicano que se juntou a nós durante o nosso repasto. Continuámos a viagem e o pior estava para vir: uma estrada em péssimas condições que nos fez perder ainda mais tempo.
Chegámos ao lodge por volta das 3 da manhã e não havia electricidade (culpado: paiol...). A noite foi passada em claro (a língua portuguesa é demais, passei a noite na mais completa escuridão e mesmo assim não estou a mentir quando digo que a passei em claro...) devido ao muito calor que se fazia sentir.
O sábado foi bem melhor. Acordar (agora já estou a mentir, se não dormi como é que posso ter acordado?), ir tomar banho (ao Índico, bem entendido), pequeno almoço, praia (água, conversa com pescadores sul-africanos, rugby...) lanche, banho (chuveiro), jantar.
O Jantar foi bastante divertido aprendi um jogo que eu nunca tinha jogado e acabamos a noite em tentar (sem conseguir) ser dj's. Depois dormir.
Domingo foi mais do mesmo, o que não é nada mau. Voltamos a tempo para jantar com o Ferraz que fazia anos.
Fotos:
terça-feira, 27 de Março de 2007
Casa nova II
A comida era tipicamente africana e a roupa também.
Aqui estão algumas fotos da casa e da festa.
segunda-feira, 26 de Março de 2007
sexta-feira, 23 de Março de 2007
«Foi pior que um terramoto»
«Os números ainda não são oficiais. As autoridades ainda não deram informações, no entanto, esta é a informação que dispomos. Já entraram no hospital pelo menos 10 mortos e 150 feridos. É muito provável que o número de feridos aumente. Há muitas pessoas que ainda não chegaram ao hospital porque as deslocações, mesmo de carro, são difíceis», contou.
Um outro jornalista do mesmo jornal explicou que a «situação já está mais calma» e que agora é tempo de «contar os estragos».
Eram 16:00 da tarde (15:00 em Lisboa) quando se ouviu uma explosão em Maputo. Tinha havido um acidente no paiol das Forças Armadas de Moçambique, o principal na capital do país, que fica no bairro de Malhazine, à saída de cidade.
«Pior que um terramoto
Filipa Simões é portuguesa e trabalha há quatro anos em Moçambique. A responsável financeira de uma empresa na aérea da construção civil contou ao PortugalDiário como tudo aconteceu. «Estávamos no escritório e começamos a ouvir os estrondos. De início não ligamos muito porque é normal haver algumas explosões em dias de muito calor».
A empresa fica nas imediações do paiol. «De repente, houve um grande estrondo e tudo abanou. Saímos para a rua mas era pior porque a onda de choque fez tudo abanar e partiu todos os vidros. Foi pior que um terramoto», contou Filipa.
No total diz ter ouvido cinco grandes explosões. A situação na avenida principal ficou caótica. «O pânico foi muito grande, ficámos sem saber o que fazer. As pessoas não sabiam para onde ir. Quando cheguei à avenida ainda vi objectos a cair», adiantou.
Projéctil no quintal
A explosão no paiol provocou danos numa extensão de vários quilómetros. «As zonas longe acabam por ser as mais danificadas devido a projecção de munições. Muitas atingiram bairros e por isso é dicificil saber os verdadeiros estragos. Ainda agora me contavam que uma pessoa está em pânico porque tem um projéctil de um metro no quintal. Pode explodir a qualquer momento», adiantou Atanásio Dimas.
Filipa Simões contou também que teve conhecimento de pelo menos duas casas que «foram abaixo» com a «chuva de munições». Dois pessoas terão morrido.
As causas das explosões ainda estão por apurar, no entanto, os 35 graus registados e o mau acondicionamento das munições surgem como os motivos mais prováveis para a tragédia.
Segundo a Lusa, as explosões não afectaram nenhum cidadão português, assegurou o cônsul de Portugal em Maputo, Eduardo Oliveira. Já Cavaco Silva, enviou hoje uma mensagem ao seu homólogo de Moçambique para manifestar o seu «profundo pesar e solidariedade» devido às explosões registadas em Maputo.
in Portugal Diário
(Filipa Simões fez o contacto 6 e foi minha companheira de casa durante o mês de Fevereiro)
Maputo em estado de sítio
Ontem um paiol que fica a 10 km de Maputo começou a arder e as munições que lá estavam a explodir.
Quando tudo aconteceu estava na EFACEC que fica a 3 km do paiol. Desde as 15h00 se estavam a sentir explosões, e às 16h30 houve uma muito grande. Sentimos o edificio a tremer durante vários segundos, vidros a partirem-se. Depois disto aconteceram, pelo menos, mais 4 grandes explosões.
Eu fui para a cidade estava tudo em pânico, o transito caótico, nunca tinha passado por uma situação destas. Estive com pessoas que tinham familia lá (a volta do paiol ficam dois bairros). Foi muito triste.
O mais incrivel é que já este ano aconteceu um acidente do género (em menor escala) e não se tomaram precauções nenhumas.
Felizmente eu estou bem e todos os que conheço também.
quarta-feira, 21 de Março de 2007
Arrumadinho
Estou diferente. Muito mais arrumado. O meu quarto está sempre impecável, não há roupa espalhada, todos os objectos estão no devido lugar, pó nem vê-lo... Imagine-se que todos os dias tenho a cama feita.
Só ao fim de semana é que o quarto fica mais desarrumado, mas chega segunda-feira e volta a ficar num brinquinho.
Podem não acreditar, mas é verdade...
PS: A minha empregada chama-se Elisa, trabalha de segunda a sexta das 7h30 às 14h30. Cozinha muito bem e é muito eficaz nas limpezas.
terça-feira, 13 de Março de 2007
Ponta do Ouro
Pequeno almoço no Nautilus (simpático café onde se encontra sempre alguém conhecido) e partir para a Ponta do Ouro.
O caminho é muito mau, cheio de buracos, o que torna a viagem muito dura (120 km em 3 horas). Para piorar bateram-nos no carro, nada de muito grave, mas sempre desagradável.
Quando cheguei à praia percebi que a viagem tinha valido a pena e quando entrei na àgua já nem me lembrava que estava muito cansado e com o corpo dorido.
A Ponta do Ouro é junto da fronteira com a Àfrica do Sul e mais parece que já passamos a fronteira. Os preços estão em Rands, quase nunca há troco em meticais, os empregados falam, por defeito, em inglês...
À tarde estivemos a jogar Rugby e mergulhar no fantástico Índico (que, de todos os que conheço, é o meu Oceano favorito). Além disso estivemos a observar um casamento que estava a decorrer a alguns metros de nós.
O jantar foi muito agradável, um peixinho muito bom acompanhado pelo tratamento para a malária*.
Depois fomos para a festinha onde estavam os convidados do casamento. Ainda deu para conhecer os noivos e dar-lhes alguns conselhos. No dia seguinte mais praia, mais rugby viagem de volta.
Mais um fim de semana em grande!
*A água tónica contém quinino, que é usado para o tratamento da malária. Por isso toda a gente aqui bebe disso, com um pouco de gin, porque só água tónica sabe mal...
segunda-feira, 12 de Março de 2007
Casa Nova
quarta-feira, 7 de Março de 2007
Maputo
O que mais me fez impressão foi a quantidade de lixo que se vê nas ruas. Há montanhas de lixo acumulado nos passeios que, de vez em quando, é queimado.
As pessoas atiram latas, garrafas e tudo o que calhar pela janela do carro, os homens fazem as suas necessidades para onde estiverem virados, pode ser para a estrada, passeio, rodas de carro o que quer que seja.
A gente é, normalmente, muito simpática (isto quando não estão ao volante...).
Tudo se compra na rua, o que se quer e o que não se quer... por todo lado se vêm bancas de fruta, de tabaco, pessoas a vender cartões de telemóveis, quadros, estátuas, t-shirts, cajus, tudo... Os vendedores têm como estratégia cansar as pessoas até elas comprarem alguma coisa, nem que seja um batik por 20 paus (60 cêntimos). Apelam ao sentimento: dinheiro para o chapa, para o jantar...
A vida aqui é sossegada, tudo se faz devagar. O tempo a isso convida, e mesmo que se queira fazer as coisas com alguma velocidade há sempre algum entrave.
A adaptação não é díficil, apesar de algumas situações que são desesperantes, como as demoras e lentidão do atendimento, a falta ou ineficiência de serviços básicos e de transportes as baratas e outros insectos em casa...
Claro que há outras coisas que compensam isto tudo...
Praia do Bilene
segunda-feira, 5 de Março de 2007
Prego
-Não há, já acabou. Só no prato.
-Não há pão, é?
-Há pão, sim.
-Então, se há pão e prego no prato, porque é que não há prego no pão, que está na lista?
-O bife é diferente.
-Eu como com o outro bife.
-Vou perguntar se podem fazer.
...
-É impossível fazer prego no pão.
Coisas deste género acontecem com frequência. É o (prego no) pão nosso de cada dia.
Fim de semana
terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007
Inhaca
Dei o meu primeiro mergulho no Índico, a água é quente e muito salgada.
Vi muitos peixinhos de todos os tamanhos e feitios quando fiz snorkelling.
para não ter que escrever mais de 3000 palavras deixo-vos 3 fotos.
segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007
Novidades
Tem sido uma boa experiência. Depois de uns primeiros dias de habituação ao calor e ambiente da cidade, consegui começar a perceber as coisas boas que este país pode oferecer.
Estou a viver provisoriamente numa casa com 2 ex-contacto (Filipa e Susana) com o João (Ginwalla e filhos) e a Teresa (Medimport- Bial).
Em Março mudo-me para o outro lado da rua, para aquele que vai ser o meu lar durante os próximos 9 meses.
Os meus companheiros de casa vão ser o Antero (Plural editores) e a Teresa, e vamos pagar uma renda estupidamente alta...
Encontrar casa em Maputo é uma aventura, todas as casas são muito velhas e caríssimas, aliás, tenho a impressão que o preço das casas é definido somente pelo número de quartos e localização. O estado em que se encontra pouco influencia o seu preço.
Deixo agora umas fotos.


























