Depois de, com muita pena, ter falhado três casamentos em Portugal, eis que tenho a oportunidade de, com muita alegria, participar no casamento da D. Sónia.
O casamento terá lugar daqui a uma hora no Palácio dos casamentos e continuará com o copo de água no Salão de Festas da Fábrica de Refeições.
Estou muito contente por poder participar num casamento moçambicano, ainda mais sendo de uma pessoa (a mãezinha da EFACEC Moçambique) por quem tenho tanto carinho.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Acordos de Lusaka
Celebra-se hoje o 33º aniversário dos Acordos de Lusaka. Nestes acordos assinados entre o estado português e a FRELIMO, Portugal reconhece oficialmente Moçambique como um estado independente.
Foi muito bem pensado terem sido assinados neste dia, pois assim, passados 33 anos eu tenho direito a um fim de semana prolongado. Quero, por isso, deixar aqui uma palavra de agradecimento à FRELIMO e ao estado português.
Curiosidade: Estes acordos foram assinados em Lusaka. Coincidências...
Foi muito bem pensado terem sido assinados neste dia, pois assim, passados 33 anos eu tenho direito a um fim de semana prolongado. Quero, por isso, deixar aqui uma palavra de agradecimento à FRELIMO e ao estado português.
Curiosidade: Estes acordos foram assinados em Lusaka. Coincidências...
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Kruger/Chidenguele/Inhambane/Vilanculos
Kruger Park
Oh, que giro, bambis...

Estes lindos macaquinhos passam um terço do seu dia a catarem-se, um terço a dormirem e no outro não fazem nada digno de registo.
Impalas, impalas e mais impalas... chiça!! São piores que as formigas quando se deixa cair açucar na cozinha...
-Olha, cavalos brancos com riscas pretas!!!-Nada disso, oh estúpido! São cavalos pretos com riscas brancas!
Que fofinho...
MastronçoChidenguele
Um pouco ventoso, este dia.
E frescote, também...
O melhor é ir para dentro e jogar snakes and ladders com o Tristan from Pretoria
Závora
Assim já gosto mais do inverno moçambicano!
Inhambane
Pequena cabana da primeira noite
Grande mansão das seguintes!
Excelente forma de começar o dia!
Até sabe melhor o almoço, com uma vista destas...
Vilanculos
"Só estou aqui porque não há ondas"
Que bonito aquário... Chama-se Índico, ou qualquer coisa desse género.
Závora
Inhambane
Vilanculos
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Cães danados
Estava um belo dia de inverno na ponta do ouro, 25/26 graus de temperatura ambiente, 23/24 de temperatura da água. Depois de um belo dia de praia Jorge, Marta e Manel voltavam ao Motel do Mar para ver se Pico já tinha voltado ao reino dos acordados. Pico estava pronto a pagar, Jorge, Manel e Marta entregaram-lhe o devido e os quatro seguiram para a recepção.
O pagamento correu bem sendo necessário pouco mais de 15 minutos para que tudo estivesse resolvido. Quando os nossos 4 heróis se preparavam para partir, já com alguma saudade do seu refúgio de fim de semana, eis que reparam numa senhora americana horrorizada e a chorar compulsivamente. Pico, com a maturidade que os seus 25 anos lhe dão, dirige-se a um dos seguranças e questiona-o sobre a situação. Ninguém parece saber o que se passa, por isso Pico interpela a senhora americana que lhe explica o que se passou. É nesta altura que os 4 amigos reparam num jovem de ar taciturno e olhar ameaçador que os observa. É este o fuzileiro que a senhora americana teme.
Minutos antes, enquanto Marta lia uma revista e os seus três amigos tratavam das contas do motel, estava Trina (a senhora americana) sentada perto do mar quando dois cães vadios decidem juntar-se a ela. Trina, devido a todas as histórias de cães psicopatas que tinha ouvido durante a última semana, tentou afugentá-los, mas sem sucesso. Por ver que não valia a pena mandá-los embora, deixou-os estar por perto, fazendo com que qualquer pessoa que visse tal cenário pensasse que ela era a dona dos cães. Perto dali vagueava um jovem fuzileiro (Osvaldo Anjos de seu nome) que estava a gozar os seus 30 minutos livres com um passeio à beira mar. Sem razão aparente quando passa perto do cães, estes lançam-se contra ele. O maior, um rafeiro castanho, consegue mordê-lo, mas o fuzileiro com o sangue frio tão natural dos militares começa a atirar areia e os cães fogem. Na percepção do jovem Fuzileiro os cães afastaram-se não por causa da areia, mas sim por causa das súplicas de Trina para que parassem.
O fuzileiro ficou transtornado pelo acontecido, e pensando que os cães pertenciam a Trina, dirigiu-se a ela para que fosse com ele à polícia para ser responsabilizada pelos actos dos ferozes animais. Chegado ao pé dela o fuzileiro deu o que lhe pareceu ser um pequeno toque no braço, mas que a Trina pareceu um forte abanão que a assustou como nunca. Com medo, a frágil americana começou a dirigir-se para o seu abrigo, enquanto dizia que os cães não eram seus. Por seu turno, o jovem fuzileiro continuava a segui-la e a dizer-lhe que tinha de ir à polícia.
Quando Trina viu o restaurante do motel do mar não hesitou em entrar e pedir ajuda. Quem lá estava dentro indicou a recepção como o local para onde se deviam dirigir, e assim foi como se cruzaram com os nosso 4 amiguinhos.
Depois de cada um contar a sua visão da história, o recepcionista resolveu telefonar à polícia. O fuzileiro foi encaminhado para a clínica para receber tratamento, enquanto que Trina seguiu para a esquadra na companhia dos quatro. Entretanto foram chegando alguns fuzileiros e amigas de golfinhos (profissão das amigas de Trina). Os quatro amigos iam explicando a Trina e às amigas o que se estava a passar, e conversando com o superior do fuzileiro ferido que lhe explicava como se devia matar um cão com dois tiros. Nesta altura Pico sentiu-se nostalgico, uma vez que durante a tarde esteve a brincar com um dos cães sem saber que tinha menos de 24 horas de vida...
Quando chegou o fuzileiro do hospital iniciou-se um pequeno julgamento. A presidir estava o chefe Jaime. Para facilitar as coisas foi pedido a Jorge que traduzisse de português para inglês ou de inglês para português, conforme a situação. Como é seu costume, Jorge desempenhou esta tarefa na perfeição e até com um certo brilhantismo.
O pequeno julgamento começou com a versão dos factos do fuzileiro Anjos, seguido do relato por parte de Trina. Depois disto o chefe Jaime começou a balbuciar e o Comandante da polícia, experiente e sábio veio em seu auxilio. O seu discurso foi um discurso ponderado, com todas as palavras no sítio certo, fazendo excelentes analogias para que todos entendessem aquilo que ele queria a dizer. Neste discurso fez ver os presentes que os cães são racistas daí se terem sentado mansamente ao lado da senhora branca e atacado ferozmente o pobre fuzileiro negro, que não se pode responsabilizar alguém por actos de cães vadios, que um furo no estômago provocado por uma chave de parafusos é mais grave do que um inchaço na cara provocado por uma estalada e que os cães vadios da ponta do ouro não podiam se mortos pois os tiros assustavam os turistas. Conclui-se por fim que a ferida poderia ser tratada na clínica da Ponta do Ouro e que Trina não poderia ser responsabilisada.
Os quatro amigos seguiram para Maputo com a sensação de dever cumprido e bastante felizes e contentes sem fazer ideia do que lhes iria acontecer... Estavam eles a discutir se um cão pode ser racista e se uma fotocópia do passaporte autenticada é um documento de identificação válido para andar na rua, quando um poste de electricidade caiu em cima do seu carro e lhes ceifou a vida. Quanto a Trina Rasmunssen e a Osvaldo Anjos acabaram por se apaixonar e casar, sendo que Trina adoptou o nome do marido, chamando-se agora Trina R. Anjos.
NOTA: Os primeiros 7 parágrafos desta história são baseados em factos reais. O último parágrafo é baseado em factos imaginados.
O pagamento correu bem sendo necessário pouco mais de 15 minutos para que tudo estivesse resolvido. Quando os nossos 4 heróis se preparavam para partir, já com alguma saudade do seu refúgio de fim de semana, eis que reparam numa senhora americana horrorizada e a chorar compulsivamente. Pico, com a maturidade que os seus 25 anos lhe dão, dirige-se a um dos seguranças e questiona-o sobre a situação. Ninguém parece saber o que se passa, por isso Pico interpela a senhora americana que lhe explica o que se passou. É nesta altura que os 4 amigos reparam num jovem de ar taciturno e olhar ameaçador que os observa. É este o fuzileiro que a senhora americana teme.
Minutos antes, enquanto Marta lia uma revista e os seus três amigos tratavam das contas do motel, estava Trina (a senhora americana) sentada perto do mar quando dois cães vadios decidem juntar-se a ela. Trina, devido a todas as histórias de cães psicopatas que tinha ouvido durante a última semana, tentou afugentá-los, mas sem sucesso. Por ver que não valia a pena mandá-los embora, deixou-os estar por perto, fazendo com que qualquer pessoa que visse tal cenário pensasse que ela era a dona dos cães. Perto dali vagueava um jovem fuzileiro (Osvaldo Anjos de seu nome) que estava a gozar os seus 30 minutos livres com um passeio à beira mar. Sem razão aparente quando passa perto do cães, estes lançam-se contra ele. O maior, um rafeiro castanho, consegue mordê-lo, mas o fuzileiro com o sangue frio tão natural dos militares começa a atirar areia e os cães fogem. Na percepção do jovem Fuzileiro os cães afastaram-se não por causa da areia, mas sim por causa das súplicas de Trina para que parassem.
O fuzileiro ficou transtornado pelo acontecido, e pensando que os cães pertenciam a Trina, dirigiu-se a ela para que fosse com ele à polícia para ser responsabilizada pelos actos dos ferozes animais. Chegado ao pé dela o fuzileiro deu o que lhe pareceu ser um pequeno toque no braço, mas que a Trina pareceu um forte abanão que a assustou como nunca. Com medo, a frágil americana começou a dirigir-se para o seu abrigo, enquanto dizia que os cães não eram seus. Por seu turno, o jovem fuzileiro continuava a segui-la e a dizer-lhe que tinha de ir à polícia.
Quando Trina viu o restaurante do motel do mar não hesitou em entrar e pedir ajuda. Quem lá estava dentro indicou a recepção como o local para onde se deviam dirigir, e assim foi como se cruzaram com os nosso 4 amiguinhos.
Depois de cada um contar a sua visão da história, o recepcionista resolveu telefonar à polícia. O fuzileiro foi encaminhado para a clínica para receber tratamento, enquanto que Trina seguiu para a esquadra na companhia dos quatro. Entretanto foram chegando alguns fuzileiros e amigas de golfinhos (profissão das amigas de Trina). Os quatro amigos iam explicando a Trina e às amigas o que se estava a passar, e conversando com o superior do fuzileiro ferido que lhe explicava como se devia matar um cão com dois tiros. Nesta altura Pico sentiu-se nostalgico, uma vez que durante a tarde esteve a brincar com um dos cães sem saber que tinha menos de 24 horas de vida...
Quando chegou o fuzileiro do hospital iniciou-se um pequeno julgamento. A presidir estava o chefe Jaime. Para facilitar as coisas foi pedido a Jorge que traduzisse de português para inglês ou de inglês para português, conforme a situação. Como é seu costume, Jorge desempenhou esta tarefa na perfeição e até com um certo brilhantismo.
O pequeno julgamento começou com a versão dos factos do fuzileiro Anjos, seguido do relato por parte de Trina. Depois disto o chefe Jaime começou a balbuciar e o Comandante da polícia, experiente e sábio veio em seu auxilio. O seu discurso foi um discurso ponderado, com todas as palavras no sítio certo, fazendo excelentes analogias para que todos entendessem aquilo que ele queria a dizer. Neste discurso fez ver os presentes que os cães são racistas daí se terem sentado mansamente ao lado da senhora branca e atacado ferozmente o pobre fuzileiro negro, que não se pode responsabilizar alguém por actos de cães vadios, que um furo no estômago provocado por uma chave de parafusos é mais grave do que um inchaço na cara provocado por uma estalada e que os cães vadios da ponta do ouro não podiam se mortos pois os tiros assustavam os turistas. Conclui-se por fim que a ferida poderia ser tratada na clínica da Ponta do Ouro e que Trina não poderia ser responsabilisada.
Os quatro amigos seguiram para Maputo com a sensação de dever cumprido e bastante felizes e contentes sem fazer ideia do que lhes iria acontecer... Estavam eles a discutir se um cão pode ser racista e se uma fotocópia do passaporte autenticada é um documento de identificação válido para andar na rua, quando um poste de electricidade caiu em cima do seu carro e lhes ceifou a vida. Quanto a Trina Rasmunssen e a Osvaldo Anjos acabaram por se apaixonar e casar, sendo que Trina adoptou o nome do marido, chamando-se agora Trina R. Anjos.
NOTA: Os primeiros 7 parágrafos desta história são baseados em factos reais. O último parágrafo é baseado em factos imaginados.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Viagem atribulada
No Sábado às 10h30 parti com o Zé Pedro para Ponta do Ouro. A meio do caminho o motor começou a aquecer, pelo que paramos. Resolvemos que poderia ser falta de àgua. Por sorte estávamos perto do rio Maputo pelo que pegámos num garrafão e fomos ao rio encher. Nos campos por onde tinhamos que passar para lá chegar estavam duas velhotas a quem perguntamos se não havia problema em irmos ao rio. No entanto, as senhoras não falavam português, apenas shangaan, pelo que perceberam que queriamos que fossem elas a ir buscar a àgua. Voltaram com o garrafão mais um regador cheio de água. Depois de muitos kanimambos e obrigados voltamos ao carro e começamos a por água no radiador, mas por mais água que pusessemos nunca mais enchia, razão: o tubo que liga o radiador ao motor estava roto.
Resolvemos desmontar o tubo e tentar remendá-lo, mas isso não resultou. Depois de três tentativas sem sucesso e quando já tinhamos pedido ao Ferraz que nos trouxesse um tubo aparece um senhor de carro que nos indica um serralheiro a 300 metros de onde estávamos. Avançamos até lá e, afinal, o serralheiro é um mecânico e arranja-nos o tubo. Pagamos 300 meticais (+/- 9€) e uma cerveja a cada um dos mecânicos. E seguimos todos contentes até à Ponta.
Resolvemos desmontar o tubo e tentar remendá-lo, mas isso não resultou. Depois de três tentativas sem sucesso e quando já tinhamos pedido ao Ferraz que nos trouxesse um tubo aparece um senhor de carro que nos indica um serralheiro a 300 metros de onde estávamos. Avançamos até lá e, afinal, o serralheiro é um mecânico e arranja-nos o tubo. Pagamos 300 meticais (+/- 9€) e uma cerveja a cada um dos mecânicos. E seguimos todos contentes até à Ponta.
terça-feira, 10 de julho de 2007
segunda-feira, 2 de julho de 2007
DP-Arquitectura do Maputo
Maputo é uma cidade muito bem planeada. Todas as ruas são paralelas ou perpendiculares entre si, as avenidas são largas, com duas ou três faixas. É constituída maioritariamente por prédios altos, havendo zonas da cidade com bairros de moradias, normalmente luxuosas. A cidade está cheia de palmeiras e espaços verdes. De noite ou vista do alto de um prédio parece uma cidade que nada fica a dever às maiores, no entanto de perto pode-se ver a degradação dos prédios, os buracos nas estradas e todo o lixo acumulado que fazem o contraste e que fazem com que pareça uma cidade que foi abandonada.
Mas existe ainda outro Maputo. Aquele onde eu não costumo ir. Em que as estradas são de terra, as casas de madeira ou de tijolo e cimento e têm o tamanho do meu quarto. Aqui as ruas são tortas e estreitas, as casas são feitas como é possível, sem grandes preocupações estéticas. Se o muro da casa for visível de alguma estrada mais movimentada então aparecerá um patrocinador (uma grande empresa) para pintar o muro das suas cores.
Os ex-libris arquitectónicos da cidade são a Catedral e o edíficio da estação de caminhos de ferro (este último desenhado por Eiffel).
Mas existe ainda outro Maputo. Aquele onde eu não costumo ir. Em que as estradas são de terra, as casas de madeira ou de tijolo e cimento e têm o tamanho do meu quarto. Aqui as ruas são tortas e estreitas, as casas são feitas como é possível, sem grandes preocupações estéticas. Se o muro da casa for visível de alguma estrada mais movimentada então aparecerá um patrocinador (uma grande empresa) para pintar o muro das suas cores.
Os ex-libris arquitectónicos da cidade são a Catedral e o edíficio da estação de caminhos de ferro (este último desenhado por Eiffel).
Fim de semana descansado
Este fim de semana não fiz nada. Fiquei no Maputo, saí na sexta à noite para festejar o aniversário do Tico e do Zé Pedro, no sábado à tarde fui à piscina, à noite fui ao núcleo das artes onde tive uma bela discussão filosófica. No domingo fui ao mercado de Xipamanine e à noite fui a um concerto no núcleo das artes. Foi um belo fim de semana de descanso!
PS: Comprei um relógio que diz as horas. Maria Dolores de seu nome.
PS: Comprei um relógio que diz as horas. Maria Dolores de seu nome.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
DP - obrigatoriedade de usar meia branca
No Maputo, ao contrário do que acontece em Paris, não é obrigatório andar de meia branca. De facto, a percentagem de pessoas que anda de meias não é muito grande, e pouca gente se vê com meia branca. Já agora continuo com as comparações, em Paris bebe-se cerveja sem alcool quando se tem sede, no Maputo bebe-se cerveja com alcool mesmo quando não se tem sede. Em Paris come-se baguetes quando se tem fome, aqui quem não tem fome é que tem baguetes...
Discos Pedidos- Música Moçambicana
Deixo um vídeo-clip de um dos músicos que está na moda, MC Roger.
NOTA: Apesar do nome poder induzir em erro, esta secção não é para pedir música.
NOTA: Apesar do nome poder induzir em erro, esta secção não é para pedir música.
Discos pedidos
O meu tipo de programa de rádio preferido sempre foi aquele onde se podem pedir músicas e dedicar aos entes queridos. Desde pequeno que, com a companhia e tutela da minha partner in crime de infância, ouço esses programas e participo. Inicialmente por meio de carta, já que nenhum tinha a coragem de fazer os telefonemas, depois através da nossa pequena cumplice e executante de todos os nossos planos.
Desde essa altura que quero ter um programa de discos pedidos. Então surgiu a ideia: "Já que há tantas pessoas (2) a dizer que escrevo pouco no blog e que gostavam de saber mais coisas sobre Moçambique, porque não criar um espaço onde os leitores possam sugerir temas e dedicar posts à sua cara metade ou à sua filhota que faz anos?".
Essa ideia passou a plano e agora chegou o momento de o executar.
Regras:
1-Todos os pedidos devem ser feitos na caixa de comentários deste post;
2-Todos eles devem ter uma dedicatória, a menos que o pedinte não tenha namorada, familia, amigos, colegas de trabalho nem animais de estimação;
3-Todos devem ser assinados pelo pedinte, com a sua alcunha ou nome (verdadeiro ou falso);
4-Os temas não devem ser ofensivos (para comigo), conter palavrões, nem ter conotação sexual;
5-Não podem ser muito gerais (ex: Moçambique);
6-Todos os pedidos que não obedeçam às regras acima não serão considerados, excepto se eu quiser mesmo falar sobre esse tema.
Desde essa altura que quero ter um programa de discos pedidos. Então surgiu a ideia: "Já que há tantas pessoas (2) a dizer que escrevo pouco no blog e que gostavam de saber mais coisas sobre Moçambique, porque não criar um espaço onde os leitores possam sugerir temas e dedicar posts à sua cara metade ou à sua filhota que faz anos?".
Essa ideia passou a plano e agora chegou o momento de o executar.
Regras:
1-Todos os pedidos devem ser feitos na caixa de comentários deste post;
2-Todos eles devem ter uma dedicatória, a menos que o pedinte não tenha namorada, familia, amigos, colegas de trabalho nem animais de estimação;
3-Todos devem ser assinados pelo pedinte, com a sua alcunha ou nome (verdadeiro ou falso);
4-Os temas não devem ser ofensivos (para comigo), conter palavrões, nem ter conotação sexual;
5-Não podem ser muito gerais (ex: Moçambique);
6-Todos os pedidos que não obedeçam às regras acima não serão considerados, excepto se eu quiser mesmo falar sobre esse tema.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Balanço
Já estou a mais de metade do meu estágio...
O balanço é extremamente positivo.
A experiência inicial de chegar a um pais novo, que ainda por cima é daqueles que mete medo (por falta de conhecimento e informação...) foi algo de enriquecedor. Os primeiros dias não foram fáceis, com história mirabolantes e um calor impossível que não me deixava dormir. O medo da malária, de andar na rua sozinho, o facto de estar numa casa com muito poucas condições (pelo menos no verão)...
Aos poucos tudo isso foi passando. Mudei de casa, comecei a conhecer mais pessoas, percebi que a malária nao é tão preocupante como eu a pintava, o calor abrandou, comecei a perceber todas as potencialidades que o país tem. Compreendi que as pessoas, na sua maioria, não são como me falavam, pelo contrário! São boas, gostam de conversar, sao muito carinhosas, ficam felizes com muito pouco e fazem-me feliz por isso...
Comecei também a viajar e a conhecer locais fabulosos. Os fins de semana de sonho, comecei a conhecer mais e mais pessoas, a criar laços. Há medida que chegava gente aqui, com as mesmas preocupações que eu tinha, comecei a sentir-me veterano nisto, apesar de ter apenas meia dúzia de semanas.
Depois de pessoas a chegarem há também pessoas que partem. Quando estamos longe de casa e dos amigos tudo é vivido muito mais intensamente, por isso quando alguém parte fica sempre uma sensação de vazio. Mas a verdade é que é só a sensação. Ganhamos sempre em conhecer pessoas e ter este tipo de amizades, curtas, intensas. O facto de ser dificil de se separar de alguém que se conhece há escassos meses só pode ser bom sinal. Esses meses têm de ter tido alguma coisa de especial.
Outra sensação que é estranha mas muito boa, é sentir Maputo como a minha casa. Ainda ontem quando cheguei ao Maputo senti-me a chegar a casa.
Tenho muita sorte em estar aqui, porque isto é lindo, porque estou inserido numa realidade completamente diferente da que conhecia, porque posso aqui posso fazer a diferença, porque a experiência profissional tem sido boa, por todas as pessoas que tenho conhecido e, principalmente pela Ponta do Ouro.
O balanço é extremamente positivo.
A experiência inicial de chegar a um pais novo, que ainda por cima é daqueles que mete medo (por falta de conhecimento e informação...) foi algo de enriquecedor. Os primeiros dias não foram fáceis, com história mirabolantes e um calor impossível que não me deixava dormir. O medo da malária, de andar na rua sozinho, o facto de estar numa casa com muito poucas condições (pelo menos no verão)...
Aos poucos tudo isso foi passando. Mudei de casa, comecei a conhecer mais pessoas, percebi que a malária nao é tão preocupante como eu a pintava, o calor abrandou, comecei a perceber todas as potencialidades que o país tem. Compreendi que as pessoas, na sua maioria, não são como me falavam, pelo contrário! São boas, gostam de conversar, sao muito carinhosas, ficam felizes com muito pouco e fazem-me feliz por isso...
Comecei também a viajar e a conhecer locais fabulosos. Os fins de semana de sonho, comecei a conhecer mais e mais pessoas, a criar laços. Há medida que chegava gente aqui, com as mesmas preocupações que eu tinha, comecei a sentir-me veterano nisto, apesar de ter apenas meia dúzia de semanas.
Depois de pessoas a chegarem há também pessoas que partem. Quando estamos longe de casa e dos amigos tudo é vivido muito mais intensamente, por isso quando alguém parte fica sempre uma sensação de vazio. Mas a verdade é que é só a sensação. Ganhamos sempre em conhecer pessoas e ter este tipo de amizades, curtas, intensas. O facto de ser dificil de se separar de alguém que se conhece há escassos meses só pode ser bom sinal. Esses meses têm de ter tido alguma coisa de especial.
Outra sensação que é estranha mas muito boa, é sentir Maputo como a minha casa. Ainda ontem quando cheguei ao Maputo senti-me a chegar a casa.
Tenho muita sorte em estar aqui, porque isto é lindo, porque estou inserido numa realidade completamente diferente da que conhecia, porque posso aqui posso fazer a diferença, porque a experiência profissional tem sido boa, por todas as pessoas que tenho conhecido e, principalmente pela Ponta do Ouro.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Título do blog
Têm surgido algumas dúvidas quanto ao porquê do título do blog. Algumas pessoas dizem que é estúpido, outras além de acharem estúpido dizem que não tem lógica e outras dizem que é mesmo, mesmo estúpido.
Ora isto, naturalmente, revolta-me. Afinal fui eu que escolhi o título para o blog! E agora vêm para aí uns inergumenos dizer que não tem lógica? É óbvio que tem lógica! se não percebem perguntem! não comecem logo a insultar.
Eu sou de Viana, quem não conhece Viana (e, consequentemente, Portugal) fica a saber que existe um poema de Pedro Homem de Mello que serviu de letra para uma música da Amália chamada Havemos de ir a Viana onde se repete "hei-de ir a Viana".
Isto é suficiente para achar que o título tem lógica e envergonhar todos aqueles que disseram o contrário? É! mas há mais!!!
Quem não conhece Moçambique fica a saber que, em geral, os moçambicanos utilizam de forma sistemática o verbo haver. Para eles é quase como um verbo auxiliar de qualquer outro que indique uma acção. Alguns exemplos:
Hei-de imprimir isto e hei-de entregar-lhe.
Já fizeste? Ainda... mas hei-de fazer.
Vais a Maputo? Hei-de ir!
Agora que isto está esclarecido quero anunciar que hei-de mudar o título no dia 23 do corrente dia em que estarei exactamente a meio do estágio.
Ora isto, naturalmente, revolta-me. Afinal fui eu que escolhi o título para o blog! E agora vêm para aí uns inergumenos dizer que não tem lógica? É óbvio que tem lógica! se não percebem perguntem! não comecem logo a insultar.
Eu sou de Viana, quem não conhece Viana (e, consequentemente, Portugal) fica a saber que existe um poema de Pedro Homem de Mello que serviu de letra para uma música da Amália chamada Havemos de ir a Viana onde se repete "hei-de ir a Viana".
Isto é suficiente para achar que o título tem lógica e envergonhar todos aqueles que disseram o contrário? É! mas há mais!!!
Quem não conhece Moçambique fica a saber que, em geral, os moçambicanos utilizam de forma sistemática o verbo haver. Para eles é quase como um verbo auxiliar de qualquer outro que indique uma acção. Alguns exemplos:
Hei-de imprimir isto e hei-de entregar-lhe.
Já fizeste? Ainda... mas hei-de fazer.
Vais a Maputo? Hei-de ir!
Agora que isto está esclarecido quero anunciar que hei-de mudar o título no dia 23 do corrente dia em que estarei exactamente a meio do estágio.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Agora também em inglês
Devido ao enorme sucesso do meu blog, o sempre atento sr. Google achou que era justo disponibilizá-lo em inglês com o título Have-of going the Maputo para que mais gente possa desfrutar da leitura do que já é considerado o blog revelação de 2007.
Ainda é preciso melhorar a tradução (ex. ainda não perceberam que os nomes não se traduzem reparem no meu no fim de cada post) mas vale a intenção...
Para ver o blog em inglês clique aqui.
Ainda é preciso melhorar a tradução (ex. ainda não perceberam que os nomes não se traduzem reparem no meu no fim de cada post) mas vale a intenção...
Para ver o blog em inglês clique aqui.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
De Xipamanine a Matchedje
Este fim de semana fiquei no Maputo, mas nem por isso foi pior!
No Sábado de manhazinha depois de um pequeno almoço no Nautilus segui de chapa com a Leonor para o mercado de Xipamanine. Depois de uma bela viagem de chapa chegamos ao mercado. Xipamanine é surreal, uma feira onde se vende de tudo: artigos mercearia, de bruxaria, perucas de cabelo verdadeiro ou não... O que mais se vende é roupa. Chamam-lhe roupa da calamidade. É roupa em segunda mão doada por países mais ricos que depois é vendida ao preço da chuva. O mercado é um amontoado de tendas com chão em terra, corredores onde mal cabe uma pessoa, muita gente, barulho e muito, muito lixo. A Leonor comprou várias coisas, eu só comprei uma T-shirt. Deu também para a Leonor arranhar uma guitarra de um vendedor. Depois de estarmos fartos voltamos de novo de chapa para o nosso mundinho confortável. Durante a nossa viagem ao outro Maputo a única pessoa branca que vi foi a Leonor...
No domingo à tarde fui com o Antero dar a conhecer Maputo à Daniela (uma paulista que veio cá de visita e ficou hospedada em minha casa). Passámos pela baixa, praça 25 de Junho, antiga fortaleza, Caminhos de Ferro de Moçambique, praça da independência, centro franco-moçambicano, casa de ferro e por fim, jardim dos namorados para comer um gelado.
Depois disto fomos ao teatro. Foi de uma qualidade que me surpreendeu, com temas muito actuais, crítica à sociedade muito boa (apesar de não ter conseguido perceber tudo). Foi uma peça divertida e sarcástica que quase no fim virou drama e teve um momento muito triste e de revolta, tão intenso que me contagiou. Acabou tudo a dançar num final que não consegui perceber... Quem sabe um dia consiga. Em resumo, foi uma excelente peça, com bons actores e que me fez pensar. Pátria desabensonhada era o nome.
Para acabar o fim de semana fui comer meia dose de bife à escorpião que é bem mais do que duas doses em muitos restaurantes...
No Sábado de manhazinha depois de um pequeno almoço no Nautilus segui de chapa com a Leonor para o mercado de Xipamanine. Depois de uma bela viagem de chapa chegamos ao mercado. Xipamanine é surreal, uma feira onde se vende de tudo: artigos mercearia, de bruxaria, perucas de cabelo verdadeiro ou não... O que mais se vende é roupa. Chamam-lhe roupa da calamidade. É roupa em segunda mão doada por países mais ricos que depois é vendida ao preço da chuva. O mercado é um amontoado de tendas com chão em terra, corredores onde mal cabe uma pessoa, muita gente, barulho e muito, muito lixo. A Leonor comprou várias coisas, eu só comprei uma T-shirt. Deu também para a Leonor arranhar uma guitarra de um vendedor. Depois de estarmos fartos voltamos de novo de chapa para o nosso mundinho confortável. Durante a nossa viagem ao outro Maputo a única pessoa branca que vi foi a Leonor...
No domingo à tarde fui com o Antero dar a conhecer Maputo à Daniela (uma paulista que veio cá de visita e ficou hospedada em minha casa). Passámos pela baixa, praça 25 de Junho, antiga fortaleza, Caminhos de Ferro de Moçambique, praça da independência, centro franco-moçambicano, casa de ferro e por fim, jardim dos namorados para comer um gelado.
Depois disto fomos ao teatro. Foi de uma qualidade que me surpreendeu, com temas muito actuais, crítica à sociedade muito boa (apesar de não ter conseguido perceber tudo). Foi uma peça divertida e sarcástica que quase no fim virou drama e teve um momento muito triste e de revolta, tão intenso que me contagiou. Acabou tudo a dançar num final que não consegui perceber... Quem sabe um dia consiga. Em resumo, foi uma excelente peça, com bons actores e que me fez pensar. Pátria desabensonhada era o nome.
Para acabar o fim de semana fui comer meia dose de bife à escorpião que é bem mais do que duas doses em muitos restaurantes...
quarta-feira, 23 de maio de 2007
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Mergulho
Mais uma vez fui à Ponta do Ouro no fim de semana. Desta vez para acabar o curso de mergulho. Depois de duas semanas de aulas teoricas e um mergulho na piscina já era tempo de mergulhar a sério.
Um nervoso miuidinho ao entrar para o barco foi-se dissipando com a divertida viagem até ao local de mergulho e com o aparecimento de um golfinho.
Quando lá chegámos, vestimos o BCD(colete insuflável onde está presa a botija) barbatanas e máscara... 3, 2, 1, go! Borda fora! Como combinado começo a nadar para a bóia, olho para o lado e reparo que vou ser o primeiro a chegar e por consequência o primeiro a descer... chego a boia tiro o ar do colete, mas não consigo ir para baixo!!! Reparo que ninguém consegue, sossego, penso, olho para o clint (instrutor) ele diz para me manter na vertical e parar quieto. Boa, assim é fácil. Impressão nos ouvidos não é muito grande. Olho para baixo, estou quase na areia! Chego e ajoelho-me na areia a 12 metros de profundidade, que sensação!!! Espetacular.
Depois deste fiz ainda mais três mergulhos (profundidade máxima 17,7 metros) que também correram lindamente.
No terceiro aconteceu algo insólito. Tinhamos de fazer um exercício que consistia em nadar 100 metros até à costa. Fomos devagarinho, mais a deixar-nos levar pela corrente do que a nadar. Quando estávamos já muito perto da areia notamos que toda a gente nos mandava sair rápido da água. Olhámos à volta e eramos os únicos no mar. Soubemos depois, que além de nós estava também um hipopótamo perdido na água.
Fica uma foto do grupo que fez o curso comigo:
Um nervoso miuidinho ao entrar para o barco foi-se dissipando com a divertida viagem até ao local de mergulho e com o aparecimento de um golfinho.
Quando lá chegámos, vestimos o BCD(colete insuflável onde está presa a botija) barbatanas e máscara... 3, 2, 1, go! Borda fora! Como combinado começo a nadar para a bóia, olho para o lado e reparo que vou ser o primeiro a chegar e por consequência o primeiro a descer... chego a boia tiro o ar do colete, mas não consigo ir para baixo!!! Reparo que ninguém consegue, sossego, penso, olho para o clint (instrutor) ele diz para me manter na vertical e parar quieto. Boa, assim é fácil. Impressão nos ouvidos não é muito grande. Olho para baixo, estou quase na areia! Chego e ajoelho-me na areia a 12 metros de profundidade, que sensação!!! Espetacular.
Depois deste fiz ainda mais três mergulhos (profundidade máxima 17,7 metros) que também correram lindamente.
No terceiro aconteceu algo insólito. Tinhamos de fazer um exercício que consistia em nadar 100 metros até à costa. Fomos devagarinho, mais a deixar-nos levar pela corrente do que a nadar. Quando estávamos já muito perto da areia notamos que toda a gente nos mandava sair rápido da água. Olhámos à volta e eramos os únicos no mar. Soubemos depois, que além de nós estava também um hipopótamo perdido na água.
Fica uma foto do grupo que fez o curso comigo:
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Eu nasci para cantar
Como todos os que já me ouviram a cantar sabem (e os que nunca ouviram desconfiam) tenho voz de rouxinol e canto muito, muito bem. É a noção de ritmo, é a amplitude da voz, é todo um conjunto de qualidades que se juntam e fazem de mim um excelente cantor.
Mais uma vez isso ficou provado na noite de terça-feira no Karaoke do Gil-Vicente. Tenho pena de quem não teve oportunidade de assistir ao belo espectaculo em que fui acompanhado por mais algumas vozes (Leonor, Tico, Rafael, Ulla e Mikko) que, apesar de não serem de tão alta qualidade como a minha, também não são nada más...
Mais uma vez isso ficou provado na noite de terça-feira no Karaoke do Gil-Vicente. Tenho pena de quem não teve oportunidade de assistir ao belo espectaculo em que fui acompanhado por mais algumas vozes (Leonor, Tico, Rafael, Ulla e Mikko) que, apesar de não serem de tão alta qualidade como a minha, também não são nada más...
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